Terça-feira, Fevereiro 09, 2010

Museo Archeologico "P. Giovio"

Estávamos passeando no centro da cidade (aquela parte que fica dentro da muralha) e vejo isto:

Achei lindo, resolvi que tínhamos que entrar. Juntei meus últimos resquícios de vergonha na cara, guardei no bolso e comecei a parlare italiano com a moça da recepção.

O local era um museu arqueológico, que tinha artefatos pré-históricos, crânios de hominídeos...

... e um monte de obras de arte que contavam a história de Como.

Olha o avô do nosso alfabeto aí, gente!

Adoro esse estilinho romano de fazer arte.

E amo estátuas, principalmente as sem nariz.

(...)

Imagina isso aí cheio de vinho. Me lembra das bodas de Caná!

Mas havia também uma história menos romântica, com artefatos da Segunda Guerra...

... e também de outras guerras.

E tinha até uma parte sobre o Egito, mas a múmia estava de férias no departamento de restauração...

Ligando a televisão

A TV italiana tem suas particularidades. Uma é dublar tuuuuuuuudo. Outra é gostar de polêmica.

No Big Brother (Grande Fratello!), por exemplo, o último eliminado volta na semana seguinte para falar sobre os indicados à eliminação. Falar mal, obviamente. E eles ficam horas batendo boca como se não houvesse amanhã...

Há também programas de auditório para debater os mais diversos assuntos. Já assistimos "Cirurgia plástica como elixir da eterna juventude?" e "Gays devem participar das forças armadas?". Nos dois, havia pessoas contra e a favor, apresentando seus argumentos de maneira nem sempre educada.

O clima de polêmica está em tudo, até nos telejornais. O povo vota se o fulano de tal deve ser preso ou não, e assim vai...

Torçam para que a moda não pegue no Brasil. Mas já pegou, né?

Uma voltinha por Como

Uma casinha lááááá no alto

Meus olhos estão com frio!

Uma locomotiva no meio da praça

Tempio Voltiano

Ah, o lago! Mas o tempo feio não ajuda...

Barquinhos - George, qual é o seu?

Gaivotas loucas nadando na água gelada

Um gatinho no lago

Catedral

Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

Siamo arrivati*

Depois de um vôo (caiu o acento?) cheio de turbulências e Ave-Marias, pousamos no aeroporto de Lisboa ainda com cara de noite, embora já fossem seis da manhã. Rafael tentou enganar as autoridades dizendo que não tinha líquidos na mochila e precisou ser revistado, apesar de eu ter a cara de terrorista do casal.

A viagem até Milão, por sua vez, foi calma e tranquila, com direito a uma bárbara visão dos Alpes. É muito bonito, gente! Um mar de montanha e neve sem fim... Valia até foto, mas acho meio cafona fotografar do avião -- eu e o Rafael estamos fazendo o possível para ir se misturando aos nativos.

Aqui está um frio louco para quem acabou de chegar do Rio-cinquenta-graus: a temperatura fica por volta dos quatro graus negativos. A cidade tem neve caída por todo canto, mas nevar, que é bom para mostrar pra Catarina, nada...

Viemos de carro até Como, que é a cidade grande perto do vilarejo onde provavelmente moraremos -- mais detalhes assim que a gente souber onde vai morar. O ponto alto (apesar de ser o mais baixo geograficamente falando) daqui é um lindo lago na beira do qual, reza a lenda, George Clooney tem uma casa. Será que ele precisa de uma faxineira brasileira?

Demos uma voltinha pelas redondezas e descobrimos uns lugares bem charmosos, como a muralha que "protege" o centro da cidade e uma basílica da Anunciação -- apesar dos crânios humanos em exposição, é um local sereno e cheio de paz. A paisagem é super bonita com aquelas árvores peladas e o contraste de seu tronco escuro com a neve. Aliás, por falar em árvores, aqui tem um monte delas parecidas com o salgueiro lutador do Harry Potter!

Hoje esquecemos a câmera, porque inicialmente estávamos só procurando um lugar para comer. Mas isso não se repetirá! Já, já mandamos fotos de nossa aventura europeia...

PS: Nosso parco italiano, por enquanto, está dando conta: conseguimos comida, telefone, mapa da cidade. Mas quando o Rafael tiver que começar a trabalhar é que veremos...

(*Chegamos)

Terça-feira, Janeiro 26, 2010

Os caras da mudança estão subindo

Metade da minha vida está em malas ou caixas. A outra metade será empacotada hoje.

Sumirei, pois. Mas volto já.

Quinta-feira, Janeiro 21, 2010

Cinco temas sobre os quais não posso escrever um livro

Neste ano em que eu teoricamente ficarei mais tranquila em termos de tempo e trabalho, Rafael cismou que eu tenho que escrever um livro (e arrumou alguns partidários). Tento explicar a ele que a vida não é fácil assim e que, mesmo que eu escrevesse, seria difícil alguém se interessar em publicar.

Existem mil entraves e talz, mas, na verdade, o que me deixa mais acanhada de começar uma empreitada literária é que eu não tenho ideia do que escrever. Em compensação, já sei sobre o que meu livro NÃO seria...

1. Casamentos & afins
Embora eu tenha começado o blog por causa disso, já passou. Além do mais, acho que o primeiro post que escrevi sobre o tema foi o mais legal, e foi feito no calor da escolha do meu vestido de noiva - experiência que não pretendo repetir nessa encarnação e nem poderia pretender repetir em outra vida porque minha religião não permite.

2. Religião
Amor e religião são coisas difíceis de se descrever sem ser brega, a menos que você tenha a envergadura de um Santo Agostinho ou algo que o valha. Se bem que, cá entre nós, quem lê um Santo Agostinho inteiro por prazer? Eu particularmente acho uma tarefa difícil, mesmo sem temer livros grandes e sem figuras.

3. Um romance novelesco
Na minha humilde opinião, nenhuma história de novela pode ser tão interessante e bizarra quanto as histórias da vida real. Eu nem começaria a tentar escrever uma...

4. Meus temas de trabalho
Dada minha baixa estatura profissional e etária, ainda não vejo como escrever algo que seja diferente de tudo que há por aí e, ao mesmo tempo, que seja interessante para as pessoas lerem. Problema de auto-estima? Talvez. Mas preciso crescer muitos centímetros ainda para pensar nisso.

5. Minha vida sexual
Não sou daquelas pessoas que gostam de conversar com os amigos sobre posições e fantasias e tamanhos. Eu sou tímida, gente! E não tenho aquela fala escrachada que quem deseja escrever um livro sobre sexo tem. Além disso, um livro requer leitores e a número um com certeza seria... minha mãe!

Quarta-feira, Janeiro 20, 2010

Libertador... e aterrorizante

Hoje é meu primeiro dia oficialmente sem emprego fixo. Não sei para vocês, mas, para mim, nunca é como ficar de férias.

Por um lado, tenho trabalhos para terminar e prazos a cumprir. Dissertação de mestrado vai bem, obrigada. Sabe quando falta só a maquiagem final? Pior parte: fica sempre para depois.

Além disso, meu organismo gosta de acordar e ir até um local de trabalho, sentar numa mesa diferente, ter um computador só para isso e talz. Ajuda na concentração. Eu não sou uma pessoa disciplinada dentro de casa!

O que me parece ser o grande desafio deste ano, então - uma resolução de ano novo tardia? - é aprender a trabalhar sozinha sem ter que virar as noites por causa de deadlines.

Quando eu estava num emprego full time, tinha justificativa: frilas e dissertação fora do horário de trabalho (junto com sociais, festinhas, aulas de italiano bla bla bla). Agora, não tenho mais desculpa: é questão de organizar o tempo e pronto.

Juntemos a isso uma dificuldade extra, que é desmontar a casa para a mudança. Em breve não teremos mais internet, nem mesa, nem nada. É aí que eu quero ver...

PS: Talvez eu faça da casa da minha avó um escritório. Minha avó tem computador com Windows 7, dá pra acreditar?

 
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